Uncategorized

Reagrupamento familiar mais restrito em Portugal: pacote anti-imigração é promulgado

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, nesta quinta-feira (16/10), o pacote anti-imigração que havia sido aprovado pela Assembleia da República. Com isso, o reagrupamento familiar em território europeu ficará mais restrito e os brasileiros perdem o direito de entrar em Portugal como turistas e, no já no país, pedir a autorização de residência. As alterações na Lei de Estrangeiros (23/2007) entrarão em vigor assim que publicadas no Diário da República.Diz a justificativa de Marcelo para assinar o pacote anti-imigração: “Considerando que o diploma agora revisto e aprovado por 70% dos deputados, corresponde minimamente ao essencial das dúvidas de inconstitucionalidade suscitadas pelo Presidente da República e confirmadas pelo Tribunal Constitucional, o Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República que altera a Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional”.A primeira versão do pacote anti-imigração aprovado pelo Parlamento foi vetada pelo Tribunal Constitucional por conter uma série de pontos considerados abusivos, ferindo direitos constitucionais e humanos. Marcelo devolveu o projeto aos deputados. O Governo de Luís Montenegro correu, então, para produzir uma versão mais light do pacote, reduzindo, por exemplo, de dois para um ano, o tempo de residência legal que um imigrante deve ter em Portugal para pedir o reagrupamento familiar.Caso os imigrantes tenham filhos menores de idade ou sejam responsáveis pelo sustento de pessoas incapazes, o reagrupamento familiar será feito de forma automática. Os brasileiros são os estrangeiros que mais recorrem ao reagrupamento familiar em território luso. Por isso, segundo o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, o Governo Lula vinha acompanhando com muita atenção as mudanças aprovadas pela Assembleia da República na Lei de Estrangeiros.Altamente qualificadosO pacote anti-imigração, agora sancionado pelo Presidente da República, também restringe os vistos de procura de trabalho em Portugal a profissionais “altamente qualificados”. O Governo português vem sendo questionado sobre esse ponto, uma vez que não está claro qual é o perfil exato desses trabalhadores. Segundo o embaixador Carreiro, em recentes conversas entre diplomatas do Brasil e de Portugal, das quais ele participou, foi dito que até um serralheiro é um trabalhador altamente qualificado. “Ou seja, não está se falando apenas em doutores”, frisou. Os brasileiros também são os principais demandantes desse tipo de visto.Quanto ao fim da possibilidade de brasileiros e timorenses entrarem sem vistos em Portugal, como turistas, e já em território luso pedirem a autorização de residência, o Governo de Luís Montenegro quis acabar com o que chama de “manifestação de interesse 2.0”. Agora, com as mudanças na Lei de Estrangeiros, para requererem o título de residência, brasileiros e timorenses terão de entrar em Portugal portando um visto consular. A regra valerá para todos os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
App PÚBLICO BrasilUma app para os brasileiros que buscam informação. Fique Ligado!

Botão Voltar ao Topo

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.

Por favor, considere apoiar o nosso site desligando o seu ad blocker.