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Governo da Venezuela vê com “extremo alarme” alegadas operações da CIA no país

O Governo da Venezuela disse que vê com “extremo alarme” a possível realização no país de operações da CIA, a agência civil de serviços secretos dos Estados Unidos. A polícia de Trindade e Tobago está a investigar a morte de um cidadão, em mais um ataque norte-americano contra as Caraíbas.Num comunicado divulgado na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros classifica as ameaças como “belicistas e extravagantes” e acusara Washington de violar “o direito internacional” ao dar início a manobras que procuram “legitimar uma operação de mudança de regime” na Venezuela, com o objectivo de “apropriar-se dos recursos petroleiros venezuelanos” e “estigmatizar a migração venezuelana e da América Latina, alimentando discursos xenófobos e perigosos”.”Vemos com extremo alarme o uso da CIA, bem como as anunciadas deslocações militares para as Caraíbas, que constituem uma política de agressão, ameaças e assédio contra a Venezuela”, afirmou o Governo do Presidente Nicolás Maduro.Por isso, a Venezuela anunciou que vai apresentar, esta quinta-feira, uma queixa ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, exigindo “prestação de contas” do Governo dos Estados Unidos e a “adopção de medidas urgentes para impedir uma escalada militar nas Caraíbas”.”A comunidade internacional deve compreender que a impunidade destes actos terá consequências políticas perigosas que devem ser imediatamente travadas”, alertou Caracas.


Também na quarta-feira, Maduro declarou que a América Latina rejeita a CIA, denunciando o alegado envolvimento da agência em golpes de Estado na região. “Não aos golpes de Estado da CIA (…). Até quando haverá golpes de Estado da CIA? A América Latina não os quer, não precisa deles e repudia-os”, afirmou Maduro, num discurso transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).”Não à guerra nas Caraíbas (…). Não à mudança de regime, que tanto nos recorda as guerras eternas falhadas no Afeganistão, no Irão, no Iraque”, acrescentou o chefe de Estado. Golpes “que nos fazem lembrar os 30 mil desaparecidos causados pela CIA durante os golpes de Estado na Argentina. O golpe de Estado de Pinochet e os cinco mil jovens assassinados e desaparecidos”, acrescentou Maduro.Horas antes, o jornal norte-americano The New York Times tinha avançado que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou operações da CIA na Venezuela contra o Governo, incluindo para “neutralizar” Nicolás Maduro.Trindade e Tobago investiga morte de cidadãos em ataque dos EUA nas CaraíbasA polícia de Trindade e Tobago disse que está a investigar a possibilidade de dois cidadãos do país estarem entre os seis mortos num ataque norte-americano a um barco suspeito de tráfico de droga.Um porta-voz da polícia confirmou à agência de notícias France-Presse (AFP) que os habitantes da vila piscatória de Las Cuevas alertaram as forças de segurança para a presença de dois cidadãos no barco.Lenore Burnley, mãe de uma das alegadas vítimas, disse à AFP que a família foi notificada de que o filho, Chad Joseph, de 26 anos, estava no barco. Conhecidos na Venezuela ligaram para os avós do jovem em Las Cuevas e “disseram-lhes que estava no barco”, explicou Burnley.”Não tenho nada para lhe dizer”, disse quando questionada se tinha alguma mensagem para o Presidente norte-americano, Donald Trump. “De acordo com a lei do mar, se vir um barco, deve pará-lo e interceptá-lo, e não apenas fazê-lo explodir”, acrescentou. “Esta é a nossa lei marítima de Trindade e Tobago, acho que todos os pescadores e todos os seres humanos também sabem disso”, notou, por telefone.Burnley falava da casa em Matelot, também na costa norte de Trindade, a principal ilha do arquipélago, situada a apenas dez quilómetros da Venezuela.Chad Joseph era um “pescador” que regressava a Trindade e Tobago após três meses na Venezuela, disse a mãe, que lamenta as acusações de tráfico de droga contra o filho nas redes sociais.De acordo com os meios de comunicação locais, outro cidadão de Trindade e Tobago, conhecido como Samaroo pelos habitantes de Las Cuevas, também está entre as vítimas.Na terça-feira, Donald Trump anunciou que forças norte-americanas atingiram outra embarcação suspeita de transportar droga em águas próximo da Venezuela, fazendo seis vítimas mortais.No Congresso, os democratas alegam que os ataques violam o direito norte-americano e a legislação internacional e alguns congressistas republicanos têm procurado mais informações junto da Casa Branca. A administração Trump ainda não apresentou aos congressistas provas de que os barcos alvejados na série de ataques fatais transportavam, de facto, narcóticos, de acordo com duas autoridades norte-americanas familiarizadas com o assunto, que falaram à agência de notícias Associated Press sob anonimato.

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