ERSE propõe aumento de 1% na tarifa regulada de electricidade a partir de Janeiro
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou esta quarta-feira uma proposta de aumento no preço da electricidade para as famílias em mercado regulado de 1% a partir de 1 de Janeiro de 2026.Segundo o regulador do sector energético, a subida agora proposta traduz-se num acréscimo entre 0,20 e 0,37 euros na factura mensal, já com taxas e impostos.”Este acréscimo é inferior à variação prevista para o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o que representa uma redução em termos reais”, destaca a ERSE.
O mercado regulado abrangia, no final de Agosto, mais de 820 mil clientes domésticos, segundo dados da entidade reguladora.Em Portugal continental, as tarifas de venda a clientes finais no mercado regulado registaram uma variação média anual de 1,7% entre 2021 e 2026, de acordo com o regulador.No mercado livre, que somava 5,7 milhões de clientes no final de Agosto, os preços de venda a clientes finais variam entre comercializadores e dependem da oferta contratualizada pelo cliente.O preço final da factura de fornecimento de energia, quer no mercado regulado quer no mercado livre, inclui o valor das tarifas de acesso às redes, reguladas pela ERSE, que reflectem a utilização colectiva das infra-estruturas eléctricas.No caso dos consumidores em baixa tensão, onde se incluem os domésticos, a variação das tarifas de acesso às redes implicará um acréscimo de 3%. Já para os consumidores não-domésticos, ligados em muito alta e alta tensão, está prevista uma redução de 3,2% e 0,9%, respectivamente.No mercado liberalizado, a variação do preço final depende também da componente de energia adquirida por cada comercializador nos mercados grossistas, acrescida da respectiva margem de comercialização.
Os clientes com tarifa social, quer no mercado regulado quer no mercado livre, continuarão a beneficiar de um desconto de 33,8%, “calculado por referência aos preços de venda a clientes finais do mercado regulado”, lembra a ERSE.A proposta segue agora para parecer do Conselho Tarifário, até 15 de Novembro, cabendo à ERSE tomar a decisão final até 15 de Dezembro.










