ONU optimista que vai conseguir 70 mil milhões para a reconstrução de Gaza
A ONU “tem ouvido notícias muito positivas de um número de parceiros, incluindo europeus” ou o Canadá em relação à sua disponibilidade em ajudar a pagar a reconstrução da Faixa de Gaza, cujo custo está estimado em cerca de 70 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros). “Temos tido indicações muito boas”, resumiu.A tarefa é colossal. Estima-se que a quantidade de destroços seja da ordem das 55 milhões de toneladas, que terá de ser retirada e processada antes que se possa construir. Sob estas ruínas, haverá não só potencialmente materiais perigosos (a organização da ONU indicou que já começou algum deste trabalho, mas que este é atrasado por munições por explodir) como corpos de pessoas que morreram.Da Cruz Vermelha, o porta-voz Christian Cardon sublinhou, na mesma conferência de imprensa, a importância de se recuperarem e identificarem corpos mesmo que isso atrase a reconstrução.Segundo os mais recentes dados da ONU com base em imagens de satélite, de 22 e 23 de Setembro, 80% de todas as estruturas na Cidade de Gaza, o palco da mais recente operação militar israelita antes do cessar-fogo, foram danificadas ou destruídas pelos ataques.Não era também claro que material iria poder entrar: Israel classifica muito material de construção com tendo potencialmente dupla utilização, para construção e para fabrico de armas ou túneis do Hamas.A guerra que Israel levou a cabo na Faixa de Gaza na sequência do ataque do Hamas de 7 de Outubro deixou uma destruição sem precedentes: casas, hospitais, mesquitas, escolas, universidades, torres de habitação, campos de cultivo, estufas, barcos de pesca. Muitas vezes, equipas de socorro viram negado acesso aos locais atacados, outras vezes, foram atacadas pessoas que tentassem ajudar.As autoridades do Hamas dizem que morreram mais de 67 mil pessoas, e embora não distingam combatentes e civis, estudos confirmam que o número de mortes será superior. Uma base de dados do Exército divulgada pelo diário britânico The Guardian contabilizava 8900 combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica mortos até Maio, quando o número total de mortes era de 53 mil, confirmando que de facto a grande maioria de vítimas eram civis.O ataque de 7 de Outubro do Hamas fez mais de 1200 mortos e 251 reféns. Os últimos 20 reféns vivos foram libertados na segunda-feira, e foram devolvidos quatro corpos dos 48 reféns mortos, tendo o Hamas prometido devolver na noite desta terça-feira outros quatro.










